Escrever é minha alma!

      "Escrever é minha alma, e sem ela não vivo.”



                Alguém sabe quem é o autor dessa frase? Alguém sabe dizer a paixão que a pessoa que dedilhou isso carrega consigo? Quantas interpretações essas palavras acima podem ter?  São difíceis compreensões para uma mente que ferve, borbulha. Meu orgulho é ter esse fragmento tatuado na pele, no braço esquerdo. Um ímpeto de inspiração.

                Confesso, não é sempre que as palavras conseguem se organizar mentalmente para uma boa escrita. Ou um bom texto. Ou uma boa frase. Ou um bom trecho. Seja como for, apesar de ser minha paixão, ainda não posso ter o título justo de escritora. Primeiro porque não pratico com uma certa frequência. Segundo porque ainda não posso ter como profissão.

                Todo jornalista é escritor? Qualquer pessoa é escritora? Será? Para mim tudo é uma questão de olhar. Escrever é uma arte e, infelizmente, nem todos a desempenham bem. Não posso me vangloriar de algo que ainda estou em processo de aprendizado. Mas posso garantir que trabalho pesado quando o assunto é escrita criativa.

                Escrever é o acalento da solidão.
                Escrever é esquecer os problemas.
                Escrever é amar.
                Esc rever  é viver a minúcia dos dias, dos fatos.
                Escrever é mostrar a alma.
                Escrever é minha alma, sua alma, nossa alma.
                Escrever é o que me move.


                Escrever tem me deixado em transe. Que loucura! Estou em pleno desespero, buscando de todas as formas relatar minhas ideias, projeções e planos, como se fossem me fugir em um sopro! Ah... me segurem! Comecei e não vou parar nunca mais!


                “Escrever é minha alma, e sem ela não vivo!”

Entrando no Mundo de Cazuza...







A empolgação com minúcias cotidianas aumenta proporcionalmente quando um objeto de estudo está relacionado ao meu trabalho. Podem levantar seus cartazes de reclamação e protestos. Amo meu emprego, minha função. Não entendo exatamente os porquês da vida. Só sei que me encontrei. Assim... como se encontra um grande amor. Sorte. Muitos passam a vida toda e não podem dizer, ou escrever, como o faço, uma frase dessas.

                Exposições, estudos centralizados... o fato é que Cazuza está pintando pelo Museu da Língua Portuguesa. A data não saberei informar. Muito menos mais detalhes. Mas ele está andando pelos corredores da Estação da Luz. Às vezes posso sentir sua presença nas minhas angústias, na hora do almoço ou na solidão de um pensamento. Ele fuma ao meu lado. Penetra nos meus sentimentos mais profundos.

                O Cazuza anda confuso. E, confesso, está me deixando maluca nos últimos tempos. Parece-me gritar obscenidades toda vez que minha cabeça dá um nó diante de uma composição. Burra, burra, burra. Sinto como se ele dissesse: “Giselle, você está muito careta!” Incontestavelmente ele entrou na minha vida. Não posso dizer que gosto dele, de sua pessoa. Confesso, apenas,  que estou apaixonada por suas letras tão diretas e vorazes. Elas me comem a cada vez que leio ou ouço. Devoram minhas entranhas e buscam revoltas, mágoas, sentimentos.

                Cazuza... Cazuza não morreu. Ele vive. Está entre nós. Você ama? Ele está com você. Você sofre? Ele está com você. Você levanta alguma bandeira? Ele está com você. Você quer liberdade? Ele está com você. Sem caretices. Ele está cantando para quem sabe apreciar uma boa música. Ele está mostrando letras para quem sabe compreender o ser humano.

                Não posso dizer que sou a mais entendida no assunto. Cazuza há de me perdoar. Estou expondo as minhas opiniões, tentando me encontrar em meio a tantas palavras. Não quero de forma alguma julgar o certo e o errado. Quero apenas mostrar, na primeira de muitas postagens desse meio de comunicação, que não acredito na morte. Discordo sim de Cazuza. Ele não morreu. Ele vive. Ele está andando lado a lado comigo, nos corredores silenciosos do museu, no trem lotado, nas divagações. Invadiu até mesmo meu coração apaixonado... Tomou meu lugar, está cantando para o meu amor.

“Amor da minha vida... daqui até a eternidade...”

                Exagerado esse menino...!